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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A Comissão Organizadora do III UAI-PET anuncia o evento!!!

III UAI-PET  - Integração entre os Grupos PET de Minas Gerais 
Um Convite da Comissão de Organização
Saudações Petianas!
Estamos nos preparando para todos os petianos de Minas e região: vem aí o III Uai PET!!!
Nosso encontro ocorrerá de 18 a 20 de Março de 2011. Com sede na Universidade Federal  de  Juiz  de  Fora, o  evento  visa  não    a  discussão,  mas  também proporcionar  a  troca  de  experiências,  a socialização  e  o  crescimento  dos  grupos  do Estado  de  Minas  Gerais e região,  buscando  o  aprendizado  e  maior  desenvolvimento  das atividades dos grupos.
O tema escolhido foi a Integração entre os Grupos PET mineiros, em vista da nossa proximidade, do intercâmbio natural de alunos, e de medidas novas do Governo Federal de unificação de atividades de ensino, pesquisa e extensão. Esse tema será abordado paralelamente às discussões sobre a polêmica “Nova Portaria”, e já convidamos representantes do MEC e tutores de influência para participar da Mesa Redonda.
Ainda, para todos os petianos presentes, teremos Palestras Motivacionais, Apresentação de Trabalhos, a tradicional Reunião de Tutores, e os Grupos de Trabalho e Discussão (GTDs), com temas importantes como: Atividades do PET, Unificação das Universidades Mineiras, Nova Portaria, e mais um a ser votado no Blog dos Estudantes.
Os resultados de nossos debates serão encaminhados à Plenária que ocorrerá no dia 19.
O Restaurante Universitário da UFJF, novinho em folha e com capacidade para servir 5000 refeições diárias, estará à disposição dos petianos convidados. Um coffee break super completo garantirá a energia para as atividades da tarde. O café-da-manhã, servido até as 9h, será fornecido por uma das melhores padarias da cidade.
Além disso,teremos uma boa chopada, para descontrair a semana, e nossa mega-confraternização. 
Os alunos ficarão hospedados nas salas da Faculdade de Engenharia (não será necessário trazer barracas), onde acontecerá praticamente todo o evento. Os novos vestiários da Faculdade de Educação Física garantirão o banho diário: haverá guia e condução especial para tais estabelecimentos, apesar de ser pertinho!
O site oficial do evento estará disponível ainda essa semana, e as inscrições abertas.
O valor das inscrições variará entre 35 a 45 reais para os alunos, dependendo da data. Então fiquem ligados!
O III UAI PET vem aí ;)
PARTICIPEM DA VOTAÇÃO DE UM DOS TEMAS DE GD/GT DESTE EVENTO (PRÓXIMO POST)
Texto: Julia Mendes (PET-Eng. Civil UFJF)
Postado por: Lucas Okumura, Diretor Discente de Org. Regional

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR ENAPET 2011

A CENAPET apresenta, nas próximas duas postagens, a proposta preliminar para a programação do ENAPET 2011, elaborada a partir da sistematização da reunião do INTERPET UFG realizada em 20/11/2010 em Goiânia.

Programação preliminar do ENAPET 2011: justificativa e objetivos.

Justificativa: no ano de 2010, o PET sofreu uma modificação significativa na sua estrutura. Esta modificação foi implementada de forma repentina e sem discussão com a comunidade a partir da publicação das portarias 975 e 976 do MEC de 28 de julho de 2010. Estas portarias definem um novo formato legal para o programa e modificam sensivelmente o funcionamento e o próprio processo de formação patrocinado (ou mediado) pelo PET. A desvinculação dos grupos com a graduação, a criação dos grupos já com 12 bolsistas (fim do processo de implementação gradual), a expansão por edital, a redução da representatividade dos grupos nas suas instâncias decisórias e a rotatividade imposta de tutores são fatores que prejudicam a manutenção e a difusão do processo a formação tutorial dentro do próprio âmbito do programa. Este contexto se agrava no momento em que o produtivismo, o individualismo e a competição tem sido incentivados pelos processos avaliativos dentro da academia. Partindo dessa análise, podemos estabelecer um conjunto mínimo de ações futuras para a comunidade petiana Entre estas ações, uma das mais importantes é avaliar o verdadeiro impacto destas portarias sobre o programa, o impacto da criação de grupos com novos formatos sobre o processo de formação no PET. O segundo conjunto de ações deverá promover a própria educação tutorial como um processo de formação alternativo ao formato competitivo e produtivista da academia brasileira. O terceiro conjunto incluiria aquelas ações que tem o objetivo de modificar o amparo legal do programa para retroceder possíveis prejuízos instalados pelas modificações no PET implementadas pelas portarias. 

Na perspectiva traçada acima, os encontros regionais e do ENAPET de 2011 teriam três objetivos básicos:

1) Avaliar o impacto, sobre o processo de formação patrocinado pelo PET, dos novos grupos criados na moldura legal das portarias 2010. Algumas questões teriam que ser abordadas: 
-Como estão funcionando os novos grupos? 
-Como estão funcionando os novos grupos não ligados a cursos? 
-Que dificuldades eles estão enfrentando? 
-Estes grupos atuam sobre a graduação mesmo não sendo ligados a cursos? 
-Como estão, nas instituições, as relações entre PET/sesu e PET saberes?  
-A criação de grupos com 12 alunos está produzindo prejuízo no processo de formação tutorial?
-Como as pró-reitorias de graduação estão instituindo os novos CLAS? As pró-reitorias tem pessoal para substituir os tutores e alunos que saíram dos CLAS devido a redução da representatividade dos grupos para 1/3? -Que ações de inclusão social  estão sendo realmente implementadas?
-Os novos grupos PET estão conseguindo  realmente promover a inclusão???
  

2) Discutir e promover a própria educação tutorial. Algumas questões seriam:
-O que é a educação tutorial?
-Qual é a diferença entre educação tutorial e a educação tradicional? 
-A educação tutorial poder ser uma alternativa a formação competitiva, positivista e produtivista que impera na academia? 
-Que tipos de atividades formativas se aproximam da educação tutorial?

3) Discutir, avaliar e traçar as perspectivas de ação para a modificação do atual formato do PET definido pelas portarias 2010.
-A partir da evolução dos novos grupos, quais os reais prejuízos e vantagens que as portarias trazem ao programa?
- Que ações os grupos, os interpets, os CLAS e a CENAPET devem implementar para modificar este quadro?

PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR ENAPET 2011

Programação preliminar do ENAPET 2011: atividades.

Com esses objetivos em mente, a programação do ENAPET constituído de, no mínimo, duas mesas redondas: 
1) uma sobre  impactos das portarias e dos novos grupos dobre o programa e as perspectivas. O grupo mínimo de debatedores seria um representante da SESu, um representante da CENAPET e (talvez) uma pessoal ligada ao conexões de saberes...
2)uma sobre educação tutorial: o grupo mínimo seria uma pessoa da área de educação que pesquise sobre relações tutoriais, principalmente o pessoal que trabalha com a teoria Socio-Interacionista de Vigotski, um tutor antigo e talvez alguém da educação à distância (talvez!!!!!!!!) que trabalhe com tutorias.

3) Uma mesa redonda "alternativa" seria sobre avaliação no PET: a SEsu está terminando a avaliação bianual e temos que discutir as avaliações realizadas e propostas de avaliação. 

Durante estas mesas redondas temos que traçar sempre perspectivas para a ação de todos. Estas mesas poderiam ser incluídas na programação da reunião anual da SBPC.
Uma das mesas poderia ser a mesa de abertura. Neste caso, seria muito importante contar  com um representante do FORGRAD e o proprio reitor Edward, como presidente da ANDIFES.

Reunião de tutores/ de alunos e de egressos.

O Interpet não discutiu essas reuniões em detalhe, mas a CENAPET e os organizadores concordam que seria mais proveitoso se elas ocorressem após as mesas redondas, para que as mesas servissem de subsídio para as reuniões. 

GTS
O Interpet também não discutiu este tema, mas seria interessante que os gts ocorressem após as mesas. A CENAPET está tentando dar apoio para que os resultados dos gts dos eventos regionais convirjam para o ENAPET. Essa possibilidade está em fase de organização, mas creio que na sequência poderemos definir os temas e a forma de encaminhamento dos gts. Um ponto importante a ser trabalhado é a sistematização/relatoria dos resultados dos gts, pois é comum que se percam informações se o gt não for bem relatado. Além disso, a Assembléia fica muito mais simples quando o relato é bem organizado. A CENAPET sugere já de início que os gts sejam sistematizados/relatados com a participação intensa de tutores e/ou por petianos bastante experientes. A comissão organizadora deverá convidar tutores de fora da UFG para realizar este trabalho (com bastante antecedência, é claro).  A organização de grupos de discussões preparatórios ficará por conta da CENAPET.

Concluímos também que algumas ações imediatas seriam tomadas:
1) Organização de uma comissão executiva com dois representantes de cada, grupo tutores e interlocutor (já foi feito);
2) Montar uma lista de  discussão interna da UFG com todos os alunos e tutores para agilizar a comunicação;
3) Realizar uma reunião com a comissão local de organização da reunião da SBPC.
    
Estes são os principais elementos para a programação do ENAPET acordada entre a UFG e a CENAPET. Esperamos também que esta proposta tenha impacto sobre os encontros regionais e que possamos ter um ano de discussões e ações frutíferas em prol do PET.


Um abraço a todos

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

ENAPET SERÁ EM GOIÂNIA!!!

ENAPET será em Goiânia!!!

            Após uma avaliação geral realizada por membros dos grupos PET da UFG e UNB e pela diretoria da CENAPET, concluiu-se pela organização do ENAPET em Goiânia. Os pontos principais levados em conta nesta avaliação foram a visibilidade da reunião anual da SBPC, a presença do presidente da ANDIFES, que é o reitor da UFG e pelo fato de que as atividades políticas em Brasília poderão ser reduzidas em julho. Por outro lado, o Interpet  da UFG está com todo o gás para organizar o evento. 

            No último dia 20/11/2010, os petianos da UFG, liderados pelo grupo PET – Enfermagem, organizaram uma reunião denominada Interpet Acadêmico com a participação do Presidente da CENAPET, prof. Álvaro Ayala Filho, do Presidente da ANDIFES, prof. Edward Madureira Brasil (reitor da UFG), da profa Sandramara Matias Chaves, pró-reitora de graduação da UFG e da profa Maria Alves Barbosa, tutora PET- Enfermagem e coordenadora do evento. Estavam presentes também todos os tutores dos grupos PET da UFG e os respectivos bolsistas. 

            Após a abertura do evento, presidida pelo reitor Edward Brasil, o professor Álvaro Ayala falou ao Interpet sobre a formação tutorial e o impacto das novas portarias sobre o projeto de formação patrocinado pelo programa. O mesmo ainda entregou ao reitor um documento solicitando apoio da ANDIFES à realização de um debate sobre a estrutura do PET. O professor Edward Brasil declarou apoio à organização do ENAPET e afirmou que a ANDIFES está a disposição para encaminhar um diálogo amplo sobre o formato do PET.

            Na segunda parte do evento, os grupos PET da UFG apresentaram suas propostas para organização do próximo ENAPET e, na sequência, realizou-se uma discussão sobre o formato geral do evento, sobre a infra-estrutura a ser utilizada e sobre a relação com a reunião anual da SBPC. No final do Interpet, ficou estabelecida a comissão organizadora e um programa preliminar para o ENAPET, que será apresentado em uma próxima postagem. A comissão organizadora já iniciou uma conversa com os organizadores locais da SBPC para avaliar o espaço físico disponível e demais aspectos referentes da infra-estrutura. O período exato de realização do evento será estabelecido após a interlocução com a comissão organizadora da reunião anual da SBPC, mas os dois eventos deverão permanecer vinculados.

FOTO EM GOIÂNIA


Legenda da foto:
Reunião do Interpet Acadêmico UFG (da esquerda para a direita)
Prof. José Pedro de Moura (tutor PET-Matemática)
Ellen Synthia Oliveira, interlocutora UFG
Eguimar Felício Chaveiro (tutor PET-Geografia)
Álvaro Ayala Filho (presidente da CENAPET)
Edward Brasil (reitor UFG, presidente da ANDIFES)
Sandramara Chaves (pró-reitora de Graduação)
Estelamaris Monego (tutora PET-Nutrição e presidente da comissão organizadora)
Celso José de Moura (tutor PET-Eng. de Alimentos)
Maria Alves Barbosa (tutora PET-Enfermagem)

Texto: Prof Álvaro Ayala Filho
Presidente da CENAPET

Postado por Lucas Okumura
Diretor Discente

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Carta InterPET da UFSC

Saudações petianas!

Segue abaixo a manifestação da Universidade Federal de Santa Catarina, representada nesta carta pela petiana Juliana Gonçalves. Essa mesma universidade sediará em abril de 2011 o XIV SulPET e, no momento, encontra-se com a programação científica quase finalizada. Confiram o vídeo promocional mostrado no XIII SulPET de Porto Alegre/RS deste ano: http://www.youtube.com/watch?v=6jqk5Ikku5o&feature=player_embedded


InterPET – Santa Catarina
Por Juliana Gonçalves, Coordenadora do InterPET da UFSC.

Considerando o cenário político no qual se encontra o Programa de Educação Tutorial desde a publicação das Portarias 975 e 976, pelo Ministério da Educação, em 27 de julho de 2010, os bolsistas PET de Santa Catarina vêm, através desta, se manifestar em relação às modificações propostas por tais portarias.
Em primeiro lugar é importante destacar a concepção filosófica do programa que consta no Manual de Orientações do PET, versão 2006:

“A constituição de um grupo de alunos vinculado a um curso de graduação para desenvolver ações de ensino, pesquisa e extensão sob orientação de um professor tutor visa oportunizar aos estudantes participantes a possibilidade de ampliar a gama de experiências em sua formação acadêmica e cidadã.”

            Posto isso, vamos agora ressaltar alguns pontos das novas portarias que, de acordo com as deliberações dos bolsistas PET de Santa Catarina, vão de encontro a essa proposta.
No que tange à quantidade de alunos bolsistas nos grupos, o artigo 3, do §4º ao 6º, modifica o processo de expansão de bolsas. A partir deste novo modelo, o aumento no número de bolsas será condicionado à aprovação de acordo com editais específicos. Desta forma, fica prejudicado o planejamento em médio prazo das atividades dos grupos, uma vez que não haverá como determinar a composição do grupo em anos subseqüentes.
            Em relação à composição do CLA, são diversas as modificações consideradas relevantes. O artigo 11 introduz neste um representante da Pró-Reitoria de Extensão. Considerando que o programa se baseia no tripé ensino, pesquisa e extensão, é importante que os avaliadores dos grupos não estejam vinculados estritamente à extensão. Assim, considera-se importante a inclusão neste comitê de membros das Pró-Reitorias de Pesquisa e de Pós-Graduação também.
            Decorrente desta nova composição, a representatividade dos membros dos grupos PET no CLA fica reduzida a menos de um terço dos componentes. Assim, a avaliação e o acompanhamento dos grupos serão realizados por indivíduos que em sua maioria desconhecem a rotina de um grupo PET.
            Em relação às atribuições deste mesmo comitê a portaria fica confusa em relação ao poder de desligamento de tutores. O artigo 11, § 1º, inciso VII, determina como atribuição do CLA “analisar e aprovar os processos de seleção e de desligamento de tutores, bem como sugerir à Comissão de Avaliação, a substituição de tutores e emitir parecer sobre a extinção de grupos” (grifo nosso). Já o artigo 15, que trata do desligamento de tutores, estabelece como critério para o desligamento do programa a “avaliação insatisfatória do tutor feita pelo CLA ou pela Comissão de Avaliação e em função do não cumprimento do Termo de Compromisso, do disposto nesta Portaria e demais legislações pertinentes ao PET;”.
            Observa-se, portanto a não concordância entre os termos da portaria, não ficando claro se o Comitê Local de Acompanhamento tem, ou não, o poder de desligamento de tutores.
            De qualquer forma, o InterPET-SC acredita que, sendo dada esta atribuição ao CLA, abre-se espaço para a barganha política dentro das universidades, o que pode ser prejudicial ao andamento dos grupos, e do próprio comitê.
            Novamente no que tange à representatividade dos grupos nas instâncias deliberativas do programa, as portarias tornam a prejudicar os petianos ao acrescentar na constituição do Conselho Superior um representante da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), um representante do Fundo Nacional de Educação (FNDE), um representante dos pró-reitores de extensão, Diretor da Diretoria de Desenvolvimento da Rede IFES – DIFES, o Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD) e o Coordenador de Programas da SECAD sem, contudo aumentar o número de bolsistas e de tutores, o que manteria a representatividade percentual destes no Conselho.
            Em relação à discussão que tem sido levantada acerca do PET Conexões Saberes, o grupo InterPET-SC não considera necessária a separação das legislações que regem os programas PET tradicional e PET Conexões Saberes, uma vez que este também se encontra fundamentado no tripé ensino, pesquisa e extensão.
            Por fim, os bolsistas PET de Santa Catarina se declaram a favor da atualização da legislação que regulamenta o programa, mas reiteram a importância do diálogo entre as instâncias deliberativas e os executores do programa para a criação de um PET cada vez melhor.
            Desta forma, o grupo InterPET – SC pede a colaboração do(a) pró-reitor(a) desta universidade na construção deste diálogo com o Fórum de Pró-Reitores de Graduação (FORGRAD).


Lucas Miyake Okumura
Diretor Discente de Organização Regional
CENAPET

terça-feira, 9 de novembro de 2010

IMPOSIÇÕES DO MEC EM RELAÇÃO AO PET PROMOVEM PROFUNDAS ALTERAÇÕES NO PROGRAMA E PODEM DESCARACTERIZÁ-LO

          O Programa de Educação Tutorial (PET) tem, no seu formato atual, os resultados de mais de trinta anos de profundas reflexões em torno das diversas variáveis pertinentes ao ensino superior no Brasil. Ao longo desses anos, o PET contribuiu para a construção de importantes páginas da nossa história. Durante as duas primeiras décadas, enquanto denominado Programa Especial de Treinamento, introduziu novos paradigmas na relação didático-pedagógica, consolidando o conceito de educação tutorial. Na última década do milênio passado, este Programa foi alvo de ações contundentes que tinham o objetivo explícito de erradicá-lo. Tais ações se materializaram em dois decretos presidenciais estabelecendo a sua extinção, publicados no D.O.U. Naquele momento, os princípios norteadores do trabalho no PET eram incompatíveis com a política governamental, pois, segundo o “Manual de orientações básicas do PET” (MOB-PET), de 1995:
O Programa Especial de Treinamento constitui-se, portanto, em uma modalidade de investimento acadêmico em cursos de graduação que têm sérios compromissos epistemológicos, pedagógicos, éticos e sociais. Com uma concepção baseada nos moldes de grupos tutoriais de aprendizagem e orientado pelo objetivo de formar globalmente o aluno, o PET não visa apenas proporcionar aos bolsistas e aos alunos do curso uma gama nova e diversificada de conhecimento acadêmico, mas assume a responsabilidade de contribuir para sua melhor qualificação como pessoa humana e como membro da sociedade.
            Fica evidente que estas diretrizes colidiam com a visão imediatista estabelecida na vertente central do pensamento político vigente à época. Felizmente, para o bem maior, uma ação suprapartidária foi constituída dentro do Congresso nacional, com intenso apoio oriundo das vertentes diversas que compõem o mosaico político e a mais importante página histórica que este Programa contribuiu para redigir se manifestou: todas as ações direcionadas para a sua extinção foram revertidas. Logo em seguida, a sociedade brasileira posicionou-se contrariamente àquelas diretrizes políticas estabelecidas, dando início a uma sequência de oito anos no poder do atual governo.
Neste novo contexto, as diretrizes básicas do PET mostraram-se em consistente sintonia com o pensamento político e filosófico em relação à educação superior. Assim, o Programa experimentou momentos de substanciais avanços, os quais o levaram à configuração atual. Para além de um “Programa Especial de Treinamento”, adotou-se a perspectiva expressa na mudança do nome para “Programa de Educação Tutorial”. Sem perder o foco na formação ampla do indivíduo e na sua qualificação profissional, busca-se, sobretudo, prepará-lo para a sua inserção na sociedade como pessoa humana diferenciada, com conceitos esmerados de cidadania e responsabilidade social, decorrentes de uma formação global. Este PET aprimorado em seu formato, consolidado junto ao MEC/SESu, pode ser visualizado no MOB (2002):
Assim, a médio e longo prazos, a SESu espera fomentar a formação de profissionais de nível superior, nas diversas áreas do conhecimento, dotados de elevados padrões científicos, técnicos, éticos e com responsabilidade social, nas diversas áreas do conhecimento, que sejam capazes de uma atuação no sentido da transformação da realidade nacional, em especial como docentes e pesquisadores pós-graduados em áreas profissionais.
O foco do Programa de Educação Tutorial, inequivocamente, é no indivíduo em primeiro lugar e não nas ações diretas destes indivíduos. Abordando os integrantes do grupo, inicialmente, busca atingir todos aqueles indivíduos que compõem o corpo discente do curso ao qual o grupo está vinculado. Além disso, muito se avançou no vínculo do trabalho do PET ao curso de graduação, como forma de promover maior abrangência destas ações, contribuindo para a formação diferenciada de um maior número de pessoas. Para isso, o caráter de longo prazo do Programa foi explicitamente estabelecido, impondo a ação tutorial de forma continuada para construir novos paradigmas para a universidade brasileira, o que se contrapõe a qualquer proposta de rotatividade do tutor, de maneira impositiva:
O PET é um programa de longo prazo que visa realizar, dentro da universidade brasileira, o modelo de indissociabilidade do ensino, da pesquisa e da extensão. Assim, além de um incentivo à melhoria da graduação, o PET pretende estimular a criação de um modelo pedagógico para a nossa universidade, de acordo com os princípios estabelecidos na Constituição Brasileira e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).
            Tendo como base este documento de 2002, a comunidade petiana encontrava-se confiante de que, a despeito das dificuldades, as ações norteadoras oriundas do MEC/SESu continuariam a ser estabelecidas de forma a preservar e consolidar estas diretrizes centrais, cuja sintonia com o pensamento político-filosófico supunha-se evidente.
Foi com profundo pesar que esta comunidade recebeu o forte impacto negativo decorrente daquilo que está explicitado nas Portarias 975 e 976 do MEC, de 27 de julho de 2010, as quais promovem profunda descaracterização do Programa, podendo levá-lo à extinção, no que diz respeito aos seus princípios norteadores. Mister se faz explicitar que a SIGLA PET não será extinta por meio destas ações, ainda que possa ser confundida com os diversos outros grupos PET criados recentemente. Pelo contrário, uma ampliação de 150 novos grupos ocorrerá a partir do edital lançado, concomitante à Portaria. A angústia desta comunidade não está, portanto, centrada na preservação da SIGLA, mas sim na preservação das DIRETRIZES BÁSICAS deste Programa e na percepção da incongruência entre o norteamento político-filosófico do atual governo e as ações dos dirigentes no MEC/SESu.
            Entende-se que as referidas Portarias têm o objetivo de estabelecer, para o Programa Conexões de Saberes, um formato similar e dar guarida no marco legal historicamente estabelecido para o PET, a Lei 11.180, de 23 de setembro de 2005. No entanto, são programas com concepções muito distintas. O Conexões de Saberes, que existe desde 2004 em diversas universidades federais, visa articular os saberes da comunidade universitária com aqueles originários de comunidades diversas, apoiando jovens graduandos, notadamente com especificidades de natureza sociais, econômicas e culturais, para que desenvolvam conhecimentos científicos e permaneçam na universidade. Este Programa tem um caráter fortemente extensionista. Como ressaltado, o PET/SESu privilegia o compromisso com a melhoria do curso de graduação no qual o grupo está inserido, sendo que o planejamento das atividades do grupo é construído a partir de um diálogo com respectivo projeto pedagógico. Tal relação garante a institucionalização do PET/SESu a partir de suas ações diárias que integram ensino, pesquisa e extensão de forma equilibrada. É um Programa de longa duração, centrado no indivíduo e não nas ações desses indivíduos.
      Ao unificar programas distintos, desvinculou-se o PET dos cursos de graduação, dificultando a difusão do paradigma de educação tutorial, a promoção de maior abrangência da formação diferenciada de indivíduos e o incentivo pela melhoria da graduação. Passou-se a um programa de curta duração, centrado nas ações diretas a serem desenvolvidas pelos participantes. Além disso, a eliminação da expansão progressiva dos grupos novos perante avaliação, a redução da representatividade dos grupos nos Comitês Locais de Acompanhamento e no Conselho Superior, bem como o desligamento compulsório dos tutores por tempo de tutoria são elementos que colocam o PET em uma situação de fragilidade institucional.
A comunidade petiana lamenta, profundamente, que as portarias citadas tenham vindo a público, pelas vias oficiais, sem qualquer discussão ou negociação com seus integrantes ou, sobretudo, com seus representantes. Esta atitude impositiva soa incompatível com os princípios democráticos propalados por nossos dirigentes. Lamenta também que estas profundas modificações tenham sido impostas em um cenário no qual o Programa padece de dois anos seguidos sem avaliação, a qual é solicitada e inequivocamente desejada pela comunidade. Um Programa que escreveu e escreve importantes páginas da história deste país, no que se refere ao ensino superior, não pode ser tratado desta maneira.
Com base em tudo o que foi apresentado, a comunidade petiana, contando com a solidariedade da comunidade acadêmica em geral, no cenário nacional, está perplexa, frente a estas ações impositivas, que a agride em profundidade. Seus integrantes anseiam pela imediata abertura do diálogo, em uma via que permita a preservação das diretrizes básicas deste Programa de Educação Tutorial.
 Este documento foi elaborado pelo UNIPET da Universidade Estadual de Maringá (UEM)
Att. Aline  PET- Agronomia

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Reunião com Dep. Estadual Edinho Silva (PT)

Senhoras e Senhores,

Um informe rápido. Semana passada, o representante discente Eduardo Seino (Ciências Sociais UNESP-Araraquara), juntamente com o Prof. João Aristeu (tutot PET- Farmácia) e a Prof.ª Edvanda (tutora PET-Letras), tiveram uma reunião com o deputado recém-eleito Edinho Silva. O deputado, que já foi prefeito de Araraquara, ouviu o pedido de apoio feito após a explanação da situação em que o PET se encontra. Fundamentalmente, foi apresentado a ele a postura intransigente de determinados gestores e colocada a importância de uma reunião com o ministro Fernando Haddad. O deputado, também formado em Ciências Sociais pela UNESP, se solidarizou com os pedidos e disse que gostaria de uma outra conversa (mais formal e específica) depois do término das eleições, pois estaria em um período bastante conturbado.

Tentar mobilizar políticos perante as nossas reivindicações é algo extremamente importante.
Este é mais um caminho que está posto e que podemos tentar usufruir.
Seguimos trabalhando e informando...

Atenciosamente,